domingo, 22 de novembro de 2009

Olímpiadas




Salve, salve povo brasileiro! Que se ergam as taças e que brindemos nos quatro cantos desse país. Gastaremos 15 bilhões em estádios, dormitórios e estrutura para os Jogos Olímpicos. Enquanto isso pessoas morrem nas filas de hospitais, analfabetos multiplicam-se e a ignorância quadruplica-se, pois tudo isso passa em branco e todos celebram a possibilidade de ver um jogador chutando uma bola.
Vibremos com a ignorância, com a estupidez. Governantes novamente encherão os bolsos com verbas públicas aplicadas em obras mal feitas e superfaturadas. Mas o Brasil é o país do futuro... “tá ruim mas ta bão”.
Eu quero um arco e uma flecha. Que a ponta seja banhada em sabedoria e que seja tão fortemente lançada que possa atravessar todos os cérebros humanos brasileiros. Que seja perceptível ao menos a alguns poucos as inverdades pregadas e os problemas escondidos. Que seja pronunciado em alto e bom som o óbvio e que possamos sobreviver às rédeas que conduzem esse povo.

domingo, 26 de julho de 2009

Música?


Gente...devido as mudanças ocorridas no cenário da música brasileira eu sou obrigado a me manifestar. O Funk já é ruim! O pagodão de esquina também! Mas agora, para piorar tudo, aparece o Sertanejo Universitário. O Sertanejo de viola, com poesia, com história, foi substituído por um sertanejo baseado quase que única e exclusivamente nos draminhas de apaixonados abobados. Que saudade do tempo que eu reclamava da música eletrônica...ao menos nessa época eu não precisava ouvir essa diarréia verbal! Por favor, amantes da boa música, uni-vos!

Eu suplico em tom de oração...deixai-me distante de todo o mal dessas músicas. Protegei meus ouvidos. Afastai de mim todo e qualquer populacho sem nexo, melodramático e abestalhado. Fazei com que essas palavras de desespero ecoem pelo universo e que alguém me ouça e faça pairar sobre os terráqueos um pouco de compaixão para com aqueles que gostam de música!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fênix Utopia



Chegou! Chegou o profeta do passado.
Eu tenho os mesmos sonhos futuristas dos que jazem na memória de alguns (poucos).
O futuro chegou, e dos sonhos daqueles restam as cinzas.
Até as chamas já se apagaram!
Serei eu o fruto iludido de uma cinza já sem brasa?
Eu? Não, não pode ser!
Rápido! Ateiem fogo nessa ilusão. Sem dó!
Que meu corpo seja consumido pelas chamas do conhecimento,
pelo poder da palavra, pela benção da sabedoria.
E que o fogo que me consome se alastre por toda a terra.
Que todos os queimados virem cinzas.
Que das cinzas nada reste além um passado,
De ilusões e realidades obscuras.
Quem sabe então, das cinzas renasça algo de bom...
Afinal, até das fezes as mais belas flores se desenvolvem!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pútridos Poderes


Hoje eu resolvi chutar o balde! Comprei uma passagem fui direto a Brasília! Em uma atitude Bin Ladeniana tomei controle do avião. Mas terrorismo não me agrada. Pousei milagrosamente em uma estrada do interior de Goiás, levantei voo novamente, rumei ao Congresso Nacional. Atirei o avião naquele prédio fétido, putrefato, asqueroso, nojento (me perdoe Oscar Niemeier pelos meus atos). Era dia de votar aumento dos salários dos deputados e senadores. Casa cheia! Em frações eternas de segundo senti os pedaços de concreto e do aço entrando em minha pele e ao mesmo tempo descansei em paz! O símbolo máximo da ignorância deste povo ruiu comigo. Minha morte, minha sorte...meu sonho. Acordei! Realidade novamente. Vamos lá Micka...tente outra vez!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

E o discurso para as paredes continua...



Imagine-se dentro de seu corpo. Isso mesmo, dentro de seu corpo. Você percebe o mundo de dentro dessa carcaça. Você observa tudo, imagina, pensa, arquiteta conhecimentos, imagina a perfeição. Mas este corpo é a carcaça que te mantém preso entre a realidade e o sonho. A realidade e a perfeição. Cada qual com sua carcaça, cada qual com seu martírio, cada qual com suas percepções, angústias e utopias. A humanidade persegue sonhos, isso é o que possibilita a evolução. Não é mais exclusividade dos seres humanos, mas ao menos nesta habilidade somos os mais desenvolvidos. Entretanto, a humanidade traçou sonhos insustentáveis para o planeta. Agora alguns permanecem em uma busca desenfreada pelos sonhos criados por um sonho de outrora chamado mídia. Os novos sonhos consomem a possibilidade de poder sonhar. Com os sonhos consumistas atuais a sociedade está fadada a selar os olhos permanentemente e esvaecer em uma realidade amedrontadora. Os sonhos passaram à pesadelos. Os pesadelos de hoje são causados pelos sonhos de ontem. Os sonhos de hoje podem permanecer como o último ato da última cena da peça chamada raça humana. Uma realidade sem sombras, que a grande maioria já tem consciência. Que se aproxima e majora-se diante de nossos olhos. Uma realidade que consome a humanidade. Um vício que se sustenta na ganância e na visão distorcida que se criou acerca do progresso. Um erro cuja solução não envolve cálculos complexos como os que criamos para compreender distâncias inter-estelares ou para explicar a história do universo. Uma solução que se encontra na própria natureza dos animais, mas o ser humano se distanciou demais de suas raízes evolutivas para poder compreender: a manutenção do sonho mundo. Os seres humanos conseguiram idealizar nosso planeta. Conseguiram entendê-lo de forma nunca antes possível por qualquer espécie. Mas mesmo entendendo-o de maneira tão formidável, teimam em agredi-lo justamente em seus pontos mais fracos. Tornaram-se o câncer, o HIV do planeta. Fazem questão de jogar açúcar no sangue diabético do mundo; de embriagar nosso mundo ébrio cirrótico. Somos a curetagem do feto Terra; o líquido da injeção letal correndo pelas veias do planeta...nós somos...somos.....éramos..............

sábado, 18 de abril de 2009

Ode aos Assassinos!

Há uma frase que jamais deve ser pronunciada! Ela despertará as forças transcendentais mais malévolas de todo além, e se manifestará na forma humana da maioria dos brasileiros. Cuidado ao dizer “Se eu fosse político eu não roubaria!”. Esta frase desperta a desconfiança, o repúdio.
Ser brasileiro passou a significar, em algum ponto obscuro da história, ser desonesto, ser bandido, ser trapaceiro, ser antiético, ser amoral. Escuta-se um canto ressoar pelos quatro cantos deste ‘maravilhoso’ novo mundo. Um canto sem precedentes, que aparentemente encanta e hipnotiza àqueles que o escutam. Um canto que diz em alto e bom som, aparentemente sem medo de errar, sem qualquer pudor: “Se eu estivesse lá eu também roubaria!”. Agora esqueçam melodia, esqueçam o canto em si. Esta é uma maldição! Uma maldição que consome as mentes dos que ainda lutam por um mundo melhor; que destroi a formação daqueles que ainda nem sabem o que é o mundo ao certo. (nós sabemos?)
Bonito hoje em dia é ganhar dinheiro. Ganhar dinheiro de qualquer forma. Se você precisar pegar verbas públicas isso não será problema, afinal, bom e bonito é ter dinheiro. Não importa se não serão construídas escolas, hospitais, creches, asilos, estradas, postos de saúde. Não importa a falta de remédios, a falta de saneamento básico, a ausência de segurança. O crime organizado que se agigante, o tráfico de drogas que consuma a sociedade, as crianças que morram, que se prostituam. Os pobres que sejam excluídos da sociedade, os policiais que se vendam aos bandidos. Afinal, bonito nesse país é ter dinheiro, não importa de onde venha. Que tenhamos um presidente que participou de guerrilhas, e que sua equipe seja formada por terroristas, afinal, o que importa é o bem estar do corrupto.
Parabéns corruptos! Conseguiram infiltrar nas mentes da população. A revolta não existe mais nesse país. As pessoas entoam com muito gosto que também roubariam se estivessem em seus lugares. Os assassinos de crianças, de idosos, de seres humanos em geral estão sendo o modelo a ser seguido. Desviem verbas, causem mortes e mal estar social, e, ainda assim, sejam aplaudidos. Ode aos assassinos!
Ode aos assassinos, mas não no país dos sem-teto; nem no país dos sem-terra; nem no país dos sem-hospitais; muito menos no país dos sem-escola. Ode aos assassinos no país dos sem ética, dos sem moral, dos sem cérebro! Bem vindo ao Brasil! (e será que o resto do mundo é diferente?!)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Melodramaticidade Exacerbada!



Meu lado (pseudo) poético (a pedidos):

Sentar-me-ei no banco da vida
Da minha vida querida
E esperarei...
Esperarei calmamente
Pois num de repente
No meu paraíso estarei...
Completamente estático
No banco da vida, sonhei
Sonhei que eras tu meu amor,
Minh’alma querida,
Que não me trás dor...
Sonhei que eras tu meu amor,
Finalmente encontrei-te com muito ardor,
Clamando, berrando, cantando
Finalmente alguém me escutou...
Pena que foi só em sonho...
Realidade, cá novamente estou!

Obs.: Sim! Até nos poemas eu não faço finais bonitinhos! xD